domingo, 13 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

George Lynch - Mr. Scary live solo guitar tab

Anos 90. Andava eu num belo dia a passear pelo Shopping , e decido passar na livraria do custume para ver o que havia na revista guitar world desse mês, quando encontro uma guitar world diferente:GUITAR CLASSICS!!! e não é que encontro lá aquele solo incrivel que George Lynch fez no album Beast From The East!!!
Quem passou este solo para tabulatura , esta mesmo de parabens! que não é tarefa façil !
Tarefa façil tambem não é tocar isso, pois por varias tentativas , saí-me sempre frustrado. Mas sempre deu para tirar umas ideias.
Um concelho...primeiro aprendam a tocar musica, teoria etc... depois tentem então tocar isto, senão não faz sentido nenhum, o que estão a aprender.










quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Que é Que Define Um Género Musical?

Definir um género, pôr em palavras o que os ouvidos captam, sitematizar coisas que parecem evidentes mas que são difíceis de exprimir.
Acho que não dá para sistematizar dessa maneira, pelo menos em tantos sub-géneros como há hoje em dia, já que muitos são iguais em quase tudo mas diferem em algumas coisas cruciais de forma a que ouvindo dê para aperceber, mas por escrito é complicado.
Mesmo que desse para fazer, teria que arranjar denominadores comuns para TODAS as músicas de um só estilo, de forma a descrever uma música como sendo de um género específico. E isto não dá para fazer.

Penso que à medida que os anos vao passando, se vai tornando cada vez mais dificil classificar a musica pela diversidade que foi surgindo.. Não que os musicos estejam mais criativos (au contraire muitas vezes), mas penso que à medida que o tempo vai passando ha menos limitaçoes, cada vez ha mais pessoas preparadas para ouvir novas "sonoridades" (boas ou mas, reciclagens ou nao) e mercado para isso mesmo... Se em 1940 houvessem guitarras electricas como ha hoje e mesa boogies se calhar nessa altura ja teriam havido bandas de metal.. mas nao havia, nem publico, nem mercado para tal... à medida que os anos foram passando penso que os avanços no fabrico de instrumentos, tecnologicos, e outros, juntando ao facto da musica se ir tornando cada vez mais acessivel a todos (a quem a faz e a quem a ouve) fez com que novas sonoridades fossem criadas, movimentos surgindo e que houvesse alguem com vontade de as ouvir e/ou quem as promovesse de modo a que assim acontecesse.

Com toda esta variedade e "estilos" que vao surgindo, cada vez ha mais rotulos e sub-rotulos e torna-se quase impossivel por vezes classificar certas bandas... porque é um pouco disto e um pouco daquilo e entao diz-se que é nao-sei-o-que.. mas depois ha outra banda que tambem é um pouco das mesas coisas mas lado-a-lado nao soa lá bem à mesma coisa, mas entao como se vestem assim ou assado ou usam muito uma cena qualquer ja se diz que é whatever... E depois este "movimento" extingue-se um bocado... mas volta uma decada depois e entao mete-se um prefixo qualquer para diferenciar, mas desta vez ja se vestem duma maneira diferente e tem um bocado mais de melodia por isso passa a ser outra coisa.. e isto vai sendo uma autentica bola de neve... à medida que os anos vao passando isto vai ficando cada vez mais complexo... A sério... Regra geral, bandas da decada de 70 sao classificadas num genero ou dois vá.. hoje em dia damos com bandas na wikipedia que no "genres" ha mais linhas do que em "members"...

Muitos dos "generos" sao rotulos fabricados para vender certa musica em determinada epoca a determinado target... Para mim por o mesmo rotulo de "grunge" em Mudhoney e Alice in Chains e depois o Nevermind dos Nirvana ser o tour de force da banda que obteve mais destaque dentro desse "genero" é inconcebivel.. Ou mais recentemente o "fenomeno" nu-metal em que eram vendidas com a mesma estampa bandas como limp bizkit e deftones..

Tudo que nós ouvimos e é nomeado com um género musical é uma interpretação de um músico/s de uma musica de outro músico/s. E com isto quero dizer que um genero musical é iniciado quando se encontra um padrão num universo musical, uma repetição de determinada sonoridade baseada em diferente já criada. O que nós associamos como Rock por exemplo é a existência de um factor constante e comum entre várias bandas. No fundo cada um vai copiando e recriando aspectos desde certas harmonias, certas melodias, utilização de determinados instrumentos para alcançar uma determinada sonoriedade. Existem acasos, certos generos musicais criados de raiz mas que muitas vezes derivam de uma corrente já sólida, é a evolução.
O rock tem mesmo de ter equipamento elétrico? Acho que se consegue soar a rock só com instrumentos acústicos embora seja mais difícil e muito menos comum. Não me peçam exemplos mas acho que um baterista, um baixista/contrabaixista e um guitarrista ou um pianista conseguem soar a rock sem electricidade.
o rock é um estilo de música que pode ser rápido ou lento com a inclusão obrigatória de guitarras eléctricas ou algum tipo de instrumento melódico com distorção (digo isto porque já vi bandas sem guitarra electrica apenas com 2 baixos e soava muito rock)

O rock é um estilo muito abrangente, muito mais que o metal. apesar de haver 456 tipos de metal, há poucas nuances metal (quando falo em metal falo mais em metallica, pantera, megadeth, iron maiden etc...)
O metal é o rock levado ao extremo, mais agressivo e mais rápido, em que predominam as guitarras eléctricas com uma distorção ainda mais distorcida que a distorção de rock.
Este estilo musical baseado em padrões rítmicos repetitivos e regulares, de notas graves na guitarra, mutas vezes acordes só de fundamental 1ª e 5ª, como no rock, há muita pentatónica, também se usa muito a 5ª diminuta nos riffs e cromatismos. Os modos (isto para mim é às vezes muito importante para definir um género) são principalmente os menores, o metaleiros têm alguma vergonha do modo de sol, de dó e de fá.
o modo de mi e as sensíveis do modo menor não são de desdenhar, não se usam muitos acordes de 7 maior, nem maiores de 9º, prevalecendo os acordes de 5ª (powerchords), os acordes menores com 9ª não são de desdenhar no metal, assim como os acordes diminutos
As letras das musicas quer de uma maneira mais exposta ou de outra mais escondida vão sempre ter o significado de : satanismo, diabo, morte, inferno etc. fazem isso o tempo inteiro, eles vendem morte ás pessoas.
A intensa exaltação da morte, ódio, e do mal é inútil, essas bandas a mostrarem-se que são muito cruéis (alguns até fazem de uma forma divertida e disfarçada) e mostram mensagens negativas ás pessoas, é completamente satanico.
...ou então escrevem sobre assuntos de probolemas sociais, politicos, religiosos, etc. ou seja é como se ligasse a tv para ver as noticias deste mundo, mas neste caso cantado.
O mundo do metal tende a ter suas ‘próprias’ morais aqui... você sempre será um ‘traidor’ para os fascistas do metal se não tocar metal. Estou-me a lembrar do album "load" de Metallica, "Chamaleon" de Helloween, porque soaram diferente diz-se off-genre , Somewhere in time de iron maiden , só porque meteram teclas, entre outros albuns foram dos mais criticados por serem diferentes.


Definir até um género tão simples como o punk rock é complicado... ora deixa ver: uso frequente do ritmo binário (vulgarmente designado por puntz, puntz, puntz, puntz) instrumentação mais comum: guitarra eléctrica, voz, baixo bateria, utilização mais comum dos modos jonicos (maiores) de dó, ré, sól, lá e outras coisas, talvez, depois há muita coisa onde os campos se misturam...
Quanto ás letras falam , falam , dizem muitas coisas, sempre ao som da 1º e 5º (power chords)

Ora na música pop, essas regras muitas achos que não estão explícitas, mas estão lá, implícitas
Pop é música que é criada com o intuito de agradar à maior parte da população, focalizada para o mainstream, os seus compositores optam, por vezes, por agarrar em bases de rock, jazz, blues, de modo a que ainda dentro do seu estilo consigam fazer um som mais suave, mais comercial

Jazz não sei o suficiente para me pronunciar sobre ele, acho que tem bastante a ver com o ritmo. É muito fácil associar aquele swing clássico a jazz.
O Jazz se desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Esta nova forma de se fazer música incorporava blue notes, chamada e resposta, forma sincopada, polirritmia, improvisação e notas com swing do ragtime. Os instrumentos musicais básicos para o Jazz são aqueles usados em bandas marciais e bandas de dança: metais, palhetas e baterias. No entanto, o Jazz, em suas várias formas, aceita praticamente todo tipo de instrumento.

Sonoridade, ritmo, atitude, caracteristicas especificas de generos, "sensação" que provoca, influencias, epoca em que se insere, muita coisa, um pouco relativo.
Se conseguimos distinguir e nomear estilos através da audição deveríamos ser capazes de transpor as conclusões para "papel".
Também concordo com os denominadores comuns. Se não os houvesse não existiriam estilos.

Ignoro um bocado essas classificações e preocupo-me mais com o meu gosto e com aquilo que me agrada...tomo sempre muita atenção ás letras das musicas, se são boas ou más, edificantes ou destruidoras. Divido as coisas numa meia duzia (se tanto) de "estilos" que uso mais para referencia.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Gary Moore - 87 - Wild in Osaka



Gary Moore nasceu em Belfast, capital da Irlanda do Norte ao dia 4 de abril de 1952. Aos 15 já havia montado uma banda em Dublin, o Skid Row, com ele mesmo na guitarra solo e até arriscando em alguns vocais, Brush Shiels no baixo e vocal, Noel Bridgeman na bateria, Bernhard Cheevers na guitarra base e não esquecendo de Phil Linott também no vocal. O som do Skid Row era uma mistura de blues e jazz.

No final dos anos 60 Phil Linott e Bernhard Cheevers sairam do Skid Row. A banda seguiu para Londres, e lá gravaram o primeiro single, "New Places Old Faces", um belo trabalho de Gary Moore com uma guitarra de 12 cordas. O próximo single, "Saturday Morning Man" teve também uma ótima aceitação. Chegaram a abrir shows do Fleetwood Mac em Dublin. Peter Green (o guitarrista do Mac) com eles fazia pequenas jams nos quartos dos hotéis, e terminou perguntando a seu agente se poderia ajudar o Skid Row a gravar um disco.

O primeiro álbum saiu em 1970, "Skid Row", já pelo selo da CBS, um bom trabalho. Fizeram turnês pelos Estados Unidos e Europa. Durante esta turnê fizeram o segundo e último álbum, "34 hours", em 1971, que realmente foi gravado em 34 horas. Nesse álbum mudaram um pouco o estilo, tocando country e até algumas coisas experimentais. Após isso a banda foi desfeita, pois Gary Moore queria partir para a carreira solo.

Em 1973 ele conseguiu lançar o seu primeiro álbum solo, "Grinding Stone". Em 1975 entrou em um projeto com Don Airey (teclados), Jon Hiseman (bateria) e John Mole (baixo). O "Colosseum II", misturando jazz e rock progressivo.

O Colosseum II lançou o primeiro álbum em 1976, chamado "Strange New Flash", em 1977. Depois de uma tour na Europa gravaram o segundo álbum (em sete dias), "Eletric Savage", e no mesmo ano o terceiro e último album do Colosseum II, "War Dance".

Terminado o projeto, Phil Lynott o chamou para fazer parte do Thin Lizzy em 1978. Participou do álbum número dois do Reino Unido, "Black Rose", e de dois hits, "Do Anything You Wanna" e "Waiting for an Alibi".

O ano era 1979, "Back on the Streets", o segundo álbum solo, aparecia em 75° lugar na parada inglesa. O single, "Parisienne Walkways" alcançou a 8ª posicão em maio de 79, e foi para o hall dos clássicos do rock.

G-Force era a banda, o ano era 1980. Com Tony Newton no vocal, Willie Dee no baixo e Mark Nauseef na bateria, fizeram alguns rocks bem dinâmicos, "Dancin", "The Womans in Love", "Hot Gossip". Nos shows da época "White Knuckles” e “Rockin' and Rollin'” eram os hits.

Gravou em 81 o álbum "Dirty Fingers" com a clássica "Nuclear Attack". Infelizmente a banda não durou muito tempo. No mesmo ano participou de um álbum solo de Greg Lake (Emerson Lake & Palmer).

Em 82 gravou "Live at the Marquee", um show fantástico, destaque para "Dallas Warhead", um ótimo rock com riffs bem pesados e um fantástico solo de bateria. No mesmo ano, em meados de setembro e outubro, participou do álbum "Octopuss" do baterista Cozy Powell. Acabou gravando o álbum "Corridors of Power" com Ian Pace na bateria, destaque para as faixas "Wishing Well" e "I Can't Wait Until Tomorrow" chegando a ocupar lugar nas listas dos 50 álbums de rock e top 10 hard-rock no Reino Unido.

Em março de 83 gravou "Rockin' Every Nights", lançado apenas no Japão, ainda com Ian Pace na bateria, com versões arrasadoras de diversas músicas do álbum "Corridors Of Power".

Em 84 gravou "Victims Of The Future", com as clássicas "Empty Rooms" e "Shapes of Things" (regravação de Jeff Beck), iniciando a tour em fevereiro na Inglaterra, passando pela Europa e Japão, terminando nos Estados Unidos. Tocou no Monster of Rock com Europe, Van Halen e Ozzy Osbourne.

No ano de 1985 Gary Moore se reuniu outra vez com Phill Lynott e gravaram um EP chamado "Out In The Fields" contendo as músicas "Military Man"e "Still in love with You". Ainda no mesmo ano gravou "Run For Cover" com a outra versão de "Empty Rooms" e uma participação especial de Phill Lynott na regravacão de "Military Man". Phil Lynott morre em janeiro de 1986 e finalmente é lançado fora do Japão o ábum "Rockin' Every Nights".

O álbum "Wild frontier" lançado em 1987 retoma a carreira de Gary Moore, com a regravação "Friday On My Mind", a instrumental "The Loner" e finalizando o álbum "Johnny Boy". Novamente participou de um álbum solo de Cozy Powell. Um show de Stockholm foi filmado e lançado em vídeo.

Em 88 ninguém soube de Gary Moore. Talvez ele tivesse algum projeto em vista, ou procurasse novos sons.

Em 1989 o álbum "After The War" foi lançado. Ozzy Osbourne cantou em "Led Clones", e Andrew Eldritch (Sister of Mercy) fez backing vocal em "Blood Of Emeralds", uma excelente regravação de Phil, a "Emerald", outra regravação fantástica "The Messiah Will Come Again" de Roy Buchanan. Foi aí que seu agente perguntou: “Por que não experimentar outro tipo de som?” Como o blues ou outra coisa parecida?

Este bootleg só tem musicas antes da era Blues, que mostra um Gary Moore muito mais "selvagem", eu gosto muito mais desta fase.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

White Lion - Big Game (Demo-Tape)



White Lion voltaram em 2008 com grande estilo, e que como o prórpio nome do album diz,(Return To The Pride) resgatou de volta o orgulho desta grande banda dos anos 80. Grande trabalho, recomendado para qualquer um que se diga fã de um bom Hard rock!
E eis que quando ouvi falar na gravação deste álbum confesso que fiquei a saber que Vito Bratta, o dono do timbre da guitarra que guiou o White Lion ao sucesso não estaria presente. E esta só aumentou ao ver o Line-up da banda, formado por músicos jovens e desconhecidos.
Agora remetendo a fase dourada do grupo, onde tinhamos músicas com energia e com refrões grudentos, daquelas ficam dias na sua cabeça (vide “Wait”), temos “I Will”, música com uma letra positiva e com refrões e teclados que não sai da mente por dias.
Aqui fica a Demo-Tape do meu album preferido, Big Game com a Classic line up

* Mike Tramp - lead vocals
* Vito Bratta - guitars
* James LoMenzo - bass
* Greg D'Angelo - drums



domingo, 6 de dezembro de 2009

Pearl Jam - Vitalogy






Vitalogy é o álbum mais diferenciado da banda, e o mais próximo que Pearl Jam chegou até hoje da genialidade.
Um pouco mais obscuro, ainda abusando do peso, dos vocais dramáticos, das guitarras “grungescas”, das letras de protesto, e de todos os cacoetes típicos do Pearl Jam. Apesar de ser um tanto sinistro, teve o retorno esperado por parte dos fãs e foi elogiado pela imprensa. Em outras palavras, Vitalogy tinha “hits”, mas não serviu para conter o suspense em torno do quarto álbum, que tornou-se evidente, e quais seriam os rumos que a banda iria tomar.

Graças à sua produção “nua”, Vitalogy demarca-se como o álbum mais original e sem compromissos dos Pearl Jam. Mesmo não sendo um álbum de conceitos, Vitalogy soa como tal.
Injectando tensão nervosa para as canções mais rock como “Last Exit” e “Not for you”, e especialmente às baladas introspectivas “Corduroy”, “Better Man” e “Nothingman”. Estas últimas e, comparativamente ao que sucede com “Black” no álbum Ten (1991), são musicas tão especiais e com letras tão intensas que, mesmo alguém que não goste ou não conheça os Pearl Jam, não consegue ser-lhes indiferente – é como se relatassem intimamente situações da nossa própria vida.

No entanto, o que Vitalogy tem de bom também tem de mau. Entre as canções mais rock existem faixas com sons estranhos – a música com um toque de funk “Aye Davanita”, o som do acordeão quase que a fazer lembrar Tom Waits em “Bugs”, a música supersónica “Hey Foxymophandlemama, That’s Me” e a faixa “Satan’s Bed”, que quase defraudam o álbum por não se conseguir perceber o porquê da sua presença, ou até mesmo da sua existência. São como se tivessem sido feitas durante alguma crise de identidade dos Pearl Jam.

Como conclusão, a ideia a reter de Vitalogy é que os Pearl Jam encontram-se no seu melhor quando estão envolvidos em lutas, quer seja com a Ticketmaster ou com a fama.

Vitalogy